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terça-feira, 9 de outubro de 2012

A historia da Ciferal



A Ciferal é uma encarroçadora de ônibus brasileira . A empresa foi fundada em 1955, e instalou-se primeiramente no bairro de Ramos, na cidade do Rio de Janeiro e, em 1992, transferiu-se para Xerém, no município de Duque de Caxias. Em 2001 foi adquirida pela empresa Marcopolo.
Quem fundou a Ciferal foi Fritz Weisseman, um austríaco que chegou ao Brasil ainda jovem, em 1927, quando sua família mudou-se para o Brasil. A empresa fabricou o primeiro ônibus urbano em 1957 e o primeiro ônibus brasileiro com ar condicionado individual para os passageiros. Em 1961, segundo o site Raillbus, a encarroçadora conquistou seu primeiro grande cliente, a Viação Cometa, que não podia mais importar ônibus dos Estados Unidos, devido à política de restrição de importações que começou naquela época.
 
 
A empresa tem destaque no mercado por ter sido uma das primeiras do país a usar duralumínio (uma liga metálica com base no alumínio) na carroceria. No início dos anos 70, a empresa juntou-se às encarroçadoras Cribia e Metropolitana – esta, fundada em 1948 pelo próprio Fritz Weisseman. A Metropolitana, porém, foi vendida à Caio anos depois.
Em 1979, lança o modelo novo de carroceria em duralumínio chamada Araguaia e, em julho de 1981, o modelo rodoviário de longa distância Tapajós, sobre chassi Volvo B-58.
A Ciferal chegou a ser estatal, nos anos 80, quando foi protagonista de uma crise financeira. A crise teve auge com o cancelamento de um pedido de 2 mil trólebus (ônibus elétrico) encomendado pela CMTC, empresa municipal de ônibus de São Paulo. Antes, a empresa deixou de produzir as encomendas da Viação Cometa – conhecidos como Dinossauro – levando-a a criar uma encarroçadora própria, a CMA, e levando profissionais da CMA para fabricar os ônibus customizados da empresa. Com a crise, o governador Leonel Brizola decidiu pela compra da Ciferal. A fábrica desenvolveu jardineiras – ônibus especiais para passeios turísticos em praias – e ônibus novos para a CTC-RJ, estatal de ônibus.
Há uma história não confirmada segundo a qual os modelos de ônibus, baseados no projeto Padron, desenvolvido em 1979, foram apelidados de Briza, em homenagem ao governador. A crise teve ainda uma espécie de cisão, quando sócios da Ciferal abriram a Ciferal Paulista, uma espécie de filial da Ciferal em São Paulo.
Foi pioneira no projeto e desenvolvimento dos trólebus da nova geração para São Paulo, com desenho inovador tipo Padron. Nessa cidade instalou a Ciferal Paulista, que pouco depois foi transformada em Condor, com produção de carroceria para ônibus médio, com grande aceitação.
Do mesmo modo, em Pernambuco, surgiu a Reciferal (que ficava no Recife). Os carros da Ciferal Paulista e da Reciferal tinham diferenças de acabamento em relação aos modelos Tocantins da Ciferal, basicamente em lanternas e desenhos de tampas do motor. Porém, a Ciferal Paulista foi rebatizada de Condor.
Em 1982, por vários motivos, prevalecendo a interrupção de encomendas de trólebus para São Paulo, a Ciferal vai à falência e o governo do Rio de Janeiro assume o controle da empresa, enquanto a filial paulista era adquirida pela Condor.
Enquanto isso, em São Paulo, a Condor, não conseguindo manter a produção, veio a falir. Em maio de 1985 foi constituída nova firma encarroçadora, a Thamco, que arrendou inicialmente, por seis meses, a massa falida da Carrocerias Condor.
 
 
Pouco depois, a falência foi substituída por concordata e em 1994 foi leiloada, tendo sido arrematada por R$ 18 milhões, pagos aos ex-proprietários, o Banco de Desenvolvimento do Rio de Janeiro e a Justiça fluminense. Mesmo assim, em 1986, após uma ameaça de paralisação devido à concordata, a empresa se recupera e apresenta, em março desse ano, vários modelos novos como: Fenix (urbano e interrnunicipal, sobre chassi Mercedes-Benz, Volvo ou Scania); Padron Alvorada (urbano e interrnunicipal, com comprimento de 10,70 m a 12 m, sobre chassi MBB, Volvo ou Scania); Tapajós (rodoviário, com comprimento de 10,55 m a 13,20 m sobre chassi MBB ou Volvo); Dinossauro (rodoviário, com comprimento de 13,20 m, sobre chassi Scania ouVolvo); Jardineira (urbano especial, com comprimento de 10,50 m sobre chassi Mercedes-Benz) e Padron Briza (urbano).
Essa questão, creditam analistas da época, foi crucial para a crise da encarroçadora, que teve mais concorrentes no mercado.
Na década de 90, a empresa se muda de Ramos para as instalações da antiga Fábrica Nacional de Motores (FNM), em Xerém (RJ). A empresa foi privatizada na década de 90, ao ser comprada por empresários de ônibus que eram clientes antigos da empresa
 
 
Em 1990, a Ciferal adquire, por US$ 12 milhões, a antiga fábrica de caminhões da Fiat, localizada em Xerém, na subida da Serra de Petrópolis, com 85 mil m2 construídos e 285 mil m2 de área.
Em 1991, no 7° Salão Nacional dos Transportes (Transpo-91), a Ciferal lança o novo modelo Padron-Rio, em substituição ao Padron-Alvorada, sobre chassi Volvo, sendo uma empresa do Ceará a primeira a usar esse tipo de veículo. Na cidade do Rio de Janeiro, a primeira empresa foi a Pavunense. A Ciferal apresentou também um novo modelo só para exportação, o Carnaval.
 
 
Em 12 de abril de 1994 lança o novo rodoviário chamado Cursor, nas versões 3,60 e 3,40 e em setembro apresenta a carroceria GLS sobre nova plataforma da Mafersa M-290-A (articulado). Finalmente, em 19 de dezembro de 1995, a empresa é privatizada e passa a ser controlada por algumas dezenas de empresários de ônibus. Os compradores criaram uma holding, a R.J. Administrações e Participações, que passaria a deter todos os ativos da Ciferal Comércio e Indústria. O ano de 1996 se inicia, então, com novo logotipo, e é lançada a carroceria GLS BUS (urbana e intermunicipal), com a frente inclinada.
 
 
Em 1997 a Ciferal lança o Padron Cidade, modelo que teve mais de duas versões, mas as mais populares foram os Cidade I e II, este modelo ainda foi vendido pelo brasil assim como seus outros modelos, mas em 1999 a Ciferal começou a negociar suas ações com a Marcopolo e em seguida lança o Turquesa, modelo que tem a planta lateral e interna bem paralela ao Torino, modelo então da Marcopolo.
Em 2001 com a compra integral da Marcopolo, a Ciferal lança o Cit Max, modelo que se destacou no mercado e recebeu a assinatura dos designs da Marcopolo. Hoje não se fabrica mais modelo da Ciferal, a fabrica em Xerém esta destinadas aos urbanos que são comprados no Rio e de empresas de estados próximos. O Citmax foi fabricado até 2007 e o Marcopolo Torino Gerção 6 sai da fábrica de Xerém
 
A Ciferal deixou sua historia, sua marca e junto um legado de fãs, que torcem um dia pelo seu retorno ao mercado.
Veja a relação dos modelos fabricados pela Ciferal:
  • Agilis
  • Amazonas
  • Araguaia
  • Carnaval
  • Cit Max
  • Cursor
  • Dinossauro
  • Fênix
  • Flecha de Prata
  • Gls Bus
  • Iguaçu
  • Leme
  • Líder 2001
  • Micron
  • Minimax
  • Padron Alvorada
  • Padron Briza
  • Padron Cidade
  • Padron Rio
  • Paulista
  • Podium
  • Solimões
  • Tapajós
  • Tocantins
  • Turquesa

Atualizado:  20/09/2012


Artigo: Redação Mais Ônibus
Fonte: Wikipedia
Fotos: Acervo Mais Ônibus

Divulgação e Postagem de João Manoel (Equipe LitoralBus)

São Silvestre A37541 - Zero KM








Fotos: Diego Almeida (OCD Holding)

CONSÓRCIO INTERSUL DE TRANSPORTES
TRANSPORTES SÃO SILVESTRE 
Municipal do Rio de Janeiro-RJ
Prefixo: A37541
CAIO Induscar Millennium BRT
Mercedes-Benz O-500U (2012) 




Divulgação e Postagem de João Manoel (Equipe LitoralBus)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Real Rio - Rio de Janeiro








Real Rio (RJ 133)


Uma postagem com a empresa mais particular do grupo JAL. Apesar de ter sido muito tempo a "irmã gêmea" da Flores, a Real Rio tem história própria e muito curiosa, esbarrando em outras empresas inesperadas. Vamos por partes, a história é longa.

Até os anos 80, larga porção do território fluminense, entre a Região Metropolitana (Nova Iguaçu, Itaguaí, Paracambi e o distrito de Seropédica), o atual Centro-Sul (Três Rios, Vassouras e o eixo da BR393), a atual Costa Verde (Mangaratiba a Paraty), o Vale do Paraíba (Piraí, Barra do Piraí) e a Serrana (Petrópolis) contava com três grandes empresas: a Pedro Antônio, a Ponte Coberta e a Eval. Cada empresa tinha seu território:

Pedro Antônio -> linhas em Nova Iguaçu, Paracambi, Itaguaí, Petrópolis, Três Rios e cidades próximas, Barra do Piraí, região de Vassouras e Miguel Pereira

Ponte Coberta -> linhas atuais + as linhas entre Campo Grande, Santa Cruz e os bairros da BR465 (Rio-SP) e Estrada de Madureira, além de Paracambi, Cacaria (Piraí) e Japeri

Eval -> linhas da Costa Verde + as linhas entre o Centro do Rio e Ipiranga, Universidade Rural (as duas via 465), Itaguaí (via 101), Queimados e Engenheiro Pedreira (via Dutra).

Os trepidantes anos 80 e 90 foram palco de uma mudança radical no quadro acima descrito. A Pedro Antônio começa a diminuir e origina a Cidade das Rosas, reflexo de questões familiares. Já a Eval perde seus setores urbanos de Itaguaí e da Dutra, originando duas empresas hoje bem separadas: parte da Trans1000...e a Real Rio.

Inicialmente, a Real Rio era uma empresa pequena e operava apenas linhas para o Centro do Rio. A listagem pode ser vista abaixo:

112B - Central x Itaguaí (via Rio-Santos) linha da Real Rio original
441B - Central x Seropédica (via KM 32) linha da Real Rio original
444B - Central x Cabuçu (via KM 32) linha da Real Rio original
446B - Central x Lagoinha (via KM 32) linha da Real Rio original (?)
Itaguaí x Niterói (via Rio-Santos) linha da Real Rio original (?)

No fim dos anos 80 a empresa é adquirida pelo grupo JAL, junto com sua co-irmã. Há cerca de 15 anos a Real Rio recebe um setor enorme da Ponte Coberta, basicamente abrangendo as linhas de Campo Grande, Seropédica e Paracambi:

737P - Campo Grande x Campo Lindo (via KM 32) linha da Ponte Coberta
738P - Campo Grande x Ilha da Madeira (via KM 32 e Piranema) linha da Ponte Coberta
739P - Campo Grande x Seropédica (via KM 32) linha da Ponte Coberta, antiga CG x Belvedere
740P - Campo Grande x KM 34 (via Rio-SP) linha da Ponte Coberta, atualmente extinta
741P - Campo Grande x Praça Castilho (via KM 32) linha da Ponte Coberta, atualmente extinta
744P - Campo Grande x Ponte Coberta (via KM 32) linha da Ponte Coberta, atualmente seccionada em Seropédica
545P - Campo Grande x Paracambi (via KM 32) linha da Ponte Coberta, atualmente seccionada em Seropédica
547P - Campo Grande x Japeri (via KM 32) linha da Ponte Coberta, atualmente seccionada em Seropédica
436S - Paracambi x Sepetiba (efetivamente Belvedere x Sepetiba) atualmente extinta
749P - Belvedere x Santa Cruz (via Av. Brasil) linha da Ponte Coberta, atualmente extinta
709P - Cacaria x Vila Geni (via Piranema) linha da Ponte Coberta, atualmente seccionada em Seropédica
560P - Cacaria x Itaguaí - linha da Ponte Coberta, atualmente extinta

No eixo principal de operação (BR465) havia certa sobreposição com as linhas do pacote e aquelas que ficaram com a PC (Jd. Paraíso, Lagoinha e São Francisco, entre outras). Houve um enxugamento: as linhas mais longas foram cortadas em Seropédica - 545, 709, 744, 547, 739 - e as mais curtas foram extintas.

A Real Rio também assumiu duas linhas da Pedro Antônio, ambas partindo de Paracambi. Não sei precisar datas:

434S - Paracambi x Vila Geni (via Piranema) linha da Pedro Antônio, atualmente seccionada em Seropédica e Itaguaí
MP71 - Paracambi x Fontes (via Dutra) linha da Pedro Antônio, atualmente extinta

Ao contrário das outras empresas do grupo JAL, a Real Rio acabou ficando com uma cara mais "interiorana". Tal fato pode ser explicado pela operação, ainda que esparsa, em locais nas franjas da Região Metropolitana (Cacaria e Paracambi) ou mesmo o eixo da BR465. Mal comparando, uma Cascadura x Jardim Redentor tem mais aspecto "urbano" que a Campo Grande x Ilha da Madeira.

Na história recente da empresa, dois fatos chamam a atenção. O primeiro foi a extinção do serviço rodoviário com a chegada de 30 Viale refrigerados em outubro de 2001, alocados nas linhas da Central e do Castelo. Três anos depois, em 2004, a empresa recebe alguns Citmax 0km com a nova pintura. Ela quebra a identificação com a Flores, o que é pertinente, mas ainda mantém laços com o grupo.



Divulgação e Postagem de João Manoel (Equipe Litoralbus)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Especial FetransRio 2012 - Aperitivo



INDUSCAR CAIO
CARROCERIA: INDUSCAR CAIO APACHE VIP II 





CARROCERIA: INDUSCAR CAIO MILLENNIUM BRT



MASCARELLO
CARROCERIA:
MASCARELLO GRAN METRO






CARROCERIA: MASCARELLO GRANVIA


CARROCERIA: MASCARELLO ROMA 370



MARCOPOLO
CARROCERIA:
MARCOPOLO DD SUNNY




CARROCERIA: MARCOPOLO G7 PARADISO 1200



CARROCERIA: MARCOPOLO SENIOR 2013



SAN MARINO NEOBUS
CARROCERIA:
SAN MARINO NEOBUS MEGA BRT



COMIL
CARROCERIA:
COMIL SVELTO



CARROCERIA: COMIL SVELTO PISO BAIXO


MAN
CARROCERIA:
MSN LIONS CITY


 





Fonte: http://onibusexpresso.wordpress.com/

Reprodução e Posatagem de João Manoel (Equipe LitoralBus)